A Escolha do Flash
Lá atrás, há mais de 1 ano, quando abrimos mão de todas as alterações para retomar o design original, tínhamos que encontrar alguma tecnologia que nos permitisse refazer rapidamente tudo aquilo que já estava feito antes, tanto em código quanto em visual.
Foi assim que, conversando com meu parceiro de projeto, o Douglas, fiquei sabendo das possibilidades do Flash. Tá, eu já ouvia falar do Flash pra o desenvolvimento de sites, mas tudo que eu sabia dele ainda era muito abaixo do que necessitávamos. Queriamos um programa para fazer um jogo, não um site. Isso não sabíamos se ele faria.
Douglas deu uma pesquisada nos fórums e viu que era uma ferramenta muito mais poderosa do que achávamos. Era a época do Flash MX, programa que resolvemos adotar para fazer nosso Jogo. Ele conseguiu ser a coisa mais bipolar que eu já vi na vida.
Ao mesmo tempo que era muito fácil fazer diversas coisas no Flash, como animações e interface no geral, era muito complicado seguir nosso paradigma de programação, a Orientação a Objetos. Tudo era muito engambiarrado, cheio dos conhecidos “jeitinhos brasileiros” para que funcionasse. Ele era muito poderoso, mas não supria nossas necessidades. Foi um verdadeiro inferno.
Enquanto pesquisávamos a solução de alguns problemas, descobrimos a existência de um tal Ellipsis, um pacote de atualização pro Flash MX q resolvia problemas gravíssimos para nosso projeto. Verdade seja dita: o tal do Ellipsis resolveu muitíssimos dos nossos problemas, mas não todos.
Os problemas eram causados pelo tal Action Script 2.0, a linguagem de programação do Flash naquela época. Era em AS2.0 que a gente dizia o que acontecia quando clicávamos em um botão, ou que controlava quem causava dano em quem, o quanto causava, quem estava vivo e quem estava morto.... O problema é que ele pirava em coisas simples por não ser uma linguagem de programação que estava 100% integrada ao paradigma em que fazíamos o projeto.
Terminado nosso Projeto Final, continuamos a trabalhar no Action Script 2.0 para acertar aquilo que não estava do jeito que queríamos. Isso durou poucas semanas, graças a Deus, pois ficava cada vez mais penoso trabalhar com aquele catiço. Foi quando, mais uma vez, Douglas avisou-me sobre o Flash.
Dessa vez, ele me disse sobre o tal do Action Script 3.0, uma tal revolução aí na programação em Flash. O Action Script 3.0 era completamente Orientado a Objetos, o paradigma que nós escolhemos para fazer nosso jogo. Isso facilitaria muito na hora de passarmos pro Jogo tudo aquilo que queríamos que ele tivesse: agora o Jogo ia ser exatamente aquilo que estávamos querendo que ele fosse.
Na próxima eu vou falar um pouco sobre o Action Script 3.0 e as razões de tê-lo mantido como linguagem principal do Jogo. Até lá!